Dentre os 896 respondentes da Pesquisa Nacional sobre Salários e Condições de Trabalho dos Jornalistas no Brasil, 434 disseram considerar sua remuneração abaixo do adequado. Outros 263 afirmaram que ela está muito abaixo do adequado.
Somando os dois grupos, 77,8% dos profissionais ouvidos acham que ganham menos do que deveriam.
Quando quase 8 em cada 10 jornalistas respondem que não, a gente deixa de falar apenas de salário baixo e passa a falar de uma sensação coletiva de desalinhamento.
Não estamos falando de uma amostra formada só por iniciantes tentando entrar no mercado. A pesquisa reúne profissionais escolarizados, com diferentes tempos de carreira, vínculos e áreas de atuação. Mesmo assim, a mediana estimada da remuneração está na faixa de R$ 5.001 a R$ 6.500, enquanto 30,1% dos respondentes com renda informada ganham até R$ 4.000 e 56,1% estão em faixas de até R$ 6.500.
Isso ajuda a explicar por que tanta gente precisa fazer conta para continuar na profissão. Jornalismo exige repertório, atualização constante, responsabilidade pública, disponibilidade, apuração, texto, edição, relacionamento, contexto e uma capacidade enorme de lidar com pressão. Só que, para uma parte grande da categoria, o retorno financeiro não acompanha esse pacote.
A paixão pela profissão ainda segura muita gente, mas paixão não paga aluguel, plano de saúde, transporte, equipamento, curso, mercado e vida.
Para entender os recortes por vínculo, região, cargo, área de atuação e condições de trabalho, baixe o e-book completo da Pesquisa Nacional sobre Salários e Condições de Trabalho dos Jornalistas no Brasil.
