Friday 28th July 2017,
Flávio Moreira

Indústria do cinema questiona ROI do Facebook, mas derrapa em argumento

Flávio Moreira janeiro 8, 2013 Artigos Nenhum Comentário
Indústria do cinema questiona ROI do Facebook, mas derrapa em argumento

Um recente artigo do Los Angeles Times expõe a insatisfação de parte dos executivos da indústria de cinema com o retorno sobre investimento (ROI) feito tanto em anúncios quanto em fan pages do Facebook.

For people who are actually looking at the research and are looking for return on investment, for metrics that indicate specifically what Facebook’s role is in the movie marketing equation, the jury’s still out”

A frase de Jim Gallagher, consultor de marketing para cinema, ilustra o argumento que coloca Hollywood com um pé atrás quanto ao uso de campanhas que, ao pedir likes para o filme, esperam retorno nas bilheterias. Ponto de vista que ganhou ainda mais força com as recentes mudanças que diminuíram a visibilidade orgânica no News Feed.

Olhando por este ponto, eles não deixam de estar certos. Da maneira que os Facebook ads são usados atualmente pelos grandes estúdios, o investimento ainda é muito alto para um retorno frustrante, mas apenas porque a estratégia vem sendo mal empregada.

Sem revelar valores, o artigo ainda informa que 99% dos filmes lançados em 2012 fizeram algum tipo de publicidade na rede social. O problema é que a maioria deles não soube aproveitar a variedade de plataformas de anúncios ali existente. Para muitos nichos de mercado, a peça que aparece na barra lateral pode trazer muito retorno, mais ainda é a vertente com menor taxa de cliques e dificilmente passará a essência de um filme inédito em uma imagem de 100 pixels de largura e uma chamada 90 caracteres.

O ideal seria o uso de um post patrocinado do trailer do filme e opção para curtir a página. Simples assim! Apesar de mais caro, parece vender muito melhor o produto. Para uma indústria que gasta tanto com outros materiais de divulgação, é surpreendente observar a economia na hora de veicular nas redes sociais. Ao invés de ser um meio, o like passa a  ser uma consequência, algo que construa uma relação de longo prazo depois que o usuário gostou do que viu no vídeo. Aí sim ele poderá ter contato com releases, pôsteres, entrevistas, outros vídeos e todo o resto da campanha de divulgação.

Não digo que os estúdios de Hollywood devem abandonar os ads standard da barra lateral. Pelo contrário! Eles ainda podem ser muito proveitosos, mas devem mirar o consumidor que que viu o filme, aquele que virou fã e passará a divulgar a obra para a sua rede contatos. O que também não impede que a campanha offline seja integrada com as redes sociais. Assim que sobem os créditos, seria bem legal ver uma mensagem do tipo “Gostou desse filme? Curta no Facebook!”. É um ciclo… Mas para embarcar em pontos diferente é preciso identificar os meios e objetivos correspondentes.

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